quinta-feira, 12 de abril de 2012


Experiências de uma Nova Voluntária do Greenpeace =)

Segunda dia 26 de março, um dia marcado em minha vida que jamais esquecerei. Assim que cheguei no Cine Clube Socioambiental ainda na calçada, me deparei com Kumi subindo a rua tranquilamente. Conforme vinha em nossa direção reparei que estava observando a camisa que eu vestia, ( Campanha Nuclear, 1 ano de Fukushima) e neste momento vi um sorriso sincero e companheiro em sua face, o mesmo que eu recebo de meus companheiros em nossas reuniões no escritório do Greenpeace São Paulo. Abraçou-me, perguntou o meu nome, por um momento perdi as palavras diante da pessoa que me inspirou nos últimos anos. Agradeceu por estarmos lá, foi um momento impar. Quando foi liberado para nossa entrada, no espaço onde seria feito o bate papo, tratei logo de sentar na frente, não queria perder nada é claro (Risos). Muito descontraído, nos falou de suas experiências e ações que fez ao decorrer de sua vida, como recebeu o convite para ser o Diretor Executivo do Greenpeace Internacional.

Marina Person logo no começo foi tratando de nos falar que não lhe agradava fazer a tradução, passando a bola para Marcelo Furtado, Diretor Executivo do Greenpeace Brasil, que com sua presença fez que o bate-papo se tornasse mais descontraído, e sua presença deixou o Kumi mais a vontade, mesmo eu acreditando sem sombra de duvidas o Kumi Naidoo um orador por natureza.

O que antecedeu a conversa foram dois vídeos que foram projetos em uma grande tela, o primeiro se tratava do Desmatamento zero em referencia ao movimento #VETADILMA.

http://www.youtube.com/watch?v=Hse2-EqTzc0

A seguir foi o vídeo da ação que Kumi fez em 17 de junho de 2011, onde escalou a plataforma petroleira Leiv Eiriksson, localizada no mar do Ártico, há 150 km da costa da Groelândia.

http://www.youtube.com/watch?v=POgPkgRXKKU

Percebi os olhares da plateia, de contemplação por nosso engajamento e ações. Também pude observar que para alguns ali presentes era o primeiro contato com a Organização e se mostraram fascinados e interessados principalmente em dar mais atenção nas praticas ambientais, o que me deixou muito satisfeita, notei que mesmo hoje o tema MEIO AMBIENTE seja mais questionado em todos os âmbitos algumas pessoas que estavam ali presentes não sabiam exatamente o tamanho de nossa responsabilidade em conservarmos a natureza e que isso tem que ser uma ação imediata.

A conversa que se seguiu foi muito esclarecedora, a seguir o trecho onde Kumi fala sobre os 20 anos do Greenpeace no Brasil.

Marina Person: Bom Kumi, nós estamos aqui e o evento hoje é para comemorar os 20 anos do Greenpeace no brasil e também para falar do Desmatamento Zero, mas falando dos 20 anos vou contar uma historinha aqui. Em 26 abril de 1992 a tripulação do Rainbow Warrior navio símbolo do Greenpeace rumou para Angra dos Reis e lá 800 cruzes foram fixadas no Pátio da Usina Nuclear simbolizando o numero de mortes no trágico acidente de Chernobyl , 6 anos antes. Então essa ação marcou a fundação oficial do Greenpeace no Brasil, eu queria que você falasse para nós o que significa para o Greenpeace ter um escritório no Brasil? 1 não na verdade são 3 escritorios no Brasil, São Paulo, Manaus e Brasilia.

Kumi N.: É muito fundamental nossa presença aqui, porque hoje o Brasil é 6 maior economia do mundo, e tudo que se faz e acontece no Brasil tem impacto no resto do Planeta.

Nos últimos 20 anos de atividade no Brasil nós tivemos muitas vitórias . Nós proibimos a importação de lixo tóxico no país que é uma pratica muito comum que se usava países em desenvolvimento como lixeiras para os países ricos.

Marcelo Furtado: Essa foi a campanha que eu coordenava na época.

Kumi N.: Sim sim sim. (Risos)

Marcelo Furtado: Obrigada (Risos).

Kumi N.: Nós apresentamos um cenário alternativo de energias renováveis para o Brasil, tabem tivemos um papel fundamental na introdução da energia eólica no pais trabalhando com o Governo e setor privado e o trabalho que temos feito na Amazônia teve um forte impacto, uma aliança com várias organizações da sociedade civil conseguimos a moratória da soja e a moratória da carne, impedindo o avanço do desmatamento pela pecuária e pela produção de soja no país. Nos últimos 6 anos a taxa de desmatamento diminuiu, apesar dos índices econômicos do país crescerem, o que significa que para construir um Brasil com uma economia forte não é preciso desmatar a Amazônia.

Mas tem uma outra razão para que o Greenpeace Brasil ser tão importante para Organização, distinta e única, duas coisas na verdade, um dos motivos que foi manifestado pela própria Nações Unidas que a menos de um mês atrás selecionou 6 pessoas no mundo para serem nomeadas como heróis da Floresta, que mais contribuíram para a proteção das florestas do mundo todo e uma delas foi o Paulo Adário que coordena nossa campanha de Florestas na Amazônia, a outra coisa é que eu respondo para um Conselho Internacional e a Presidenta deste conselho é uma brasileira chamada Ana Toni. Então eu posso dizer que o Brasil e África está no controlando o Greenpeace do mundo inteiro agora.

Bom pessoal é isso, espero que tenham apreciado esse post, não exijam muito, sou marinheira de primeira Viagem rs.

GRATIDÃO A TODOS

Patrícia Castanha

Voluntária da Equipe Greenpeace São Paulo



Encontro com Kumi Naidoo

Assisti um vídeo que me chamou a atenção, era um sul- africano que entrava em greve de fome de 21 dias, uma greve solidária pelo Zimbabue. Quem falava e nos convidava a assinar a petição era Kumi Naidoo, que se tornou conhecido ativista contra o apartheid, na Africa do Sul.

No dia 26 /03/2012, no Cineclube Socioambiental Crisantempo em SP, estava marcado em encontro com kumi Naidoo, agora Diretor Executivo do Greenpeace Internacional, Marcelo Furtado, Diretor Executivo do Greenpeace Brasil, e a apresentadora Marina Person.

Estive presente com mais 3 voluntários do Greenpeace, Flávia Regina, Padilha, e Patty. Assim que chegamos foi o próprio kumi que veio ao nosso encontro alí mesmo na calçada onde estávamos, com um sorriso largo, alegre, e com os braços abertos veio nos abraçar e nos agradecer, é claro que foi pura emoção, ele ali de uma forma simples e descontraída, conversando e tirando várias fotos.

Uma presença forte com idéias que fluem o tempo todo, inquieto, dono de um olhar penetrante, que consegue interagir com a maior clareza . Kumi nos contou de sua experiência como ativista na luta contra o apartheid, de seus questionamentos sobre a vida. Falou de sua trajetória no Greenpeace em 2009, de sua expulsão da Conferência do Clima em Durban, por ter protestado contra o lobby das empresas. De sua prisão ao tentar embarcar em uma plataforma de petróleo no oceano Ártico. Enquanto falava vários slides com ações feitas pelo Greenpeace eram mostrados no telão, e em um deles me vi presente, senti que fazemos parte de uma mesma história.!

Ressaltou sua posição a respeito do Novo Código Florestal Brasileiro proposto pelo Congresso Nacional, que será sem sombra de dúvida um verdadeiro desastre, tanto para os povos indígenas, tanto para as pessoas que vivem na Amazônia. Além das campanhas Veta Dilma, e a grande mobilização que pede o Desmatamento Zero. Disse sobre a importância do Brasil no mundo, onde o mundo está olhando para nós, dado esse importante, depois da Conferência de Copenhague.

Foi categórico em sua afirmação que o Brasil tem recursos abundantes para se tornar o principal país do mundo em tecnologia verde, onde podemos ser exportador de tecnologia solar, eólica. Falou sobre a rio + 20, e criticou a má vontade política. E assim a conversa fluiu naturalmente, como se estivéssemos na sala de nossa casa.

Olhando para Kumi Naidoo, ví um homem adorável e inspirador, simples assim como ele, nos fala como o homem pode entender o universo e se relacionar com ele sem agredi-lo. Observar o mundo e se enxergar como parte integrante dele.

Este foi mais um momento ímpar na minha vida de voluntária do Greenpeace, valeu muito Kumi Naidoo, valeu por tudo!

Gislaine Pereira

Voluntária Greenpeace.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Agenda no Forum Social Mundial 2012




24 de Janeiro – 3ª feira Horário: 15hMarcha de Abertura


25 de Janeiro – 4ª feiraHorário: 9h “Oficina Solar”Local - UFRGS - Faculdade de Educação – Porto Alegre
Horário: 9h Abertura do Solar Camp para visitas Local - Nova Santa Rita


26 de Janeiro – 5ª feiraHorário: 9h “Revolução energética e futuro das novas renováveis no Brasil”Local - UFRGS - Faculdade de Educação – Porto Alegre
Horário: 10h - 17h Visitação Solar Camp Local - Nova Santa Rita
Horário: 13h "A questão nuclear no Brasil pós-Fukushima"Coalizão Brasileira Contra Usinas Nucleares e Articulação Antinuclear BrasileiraLocal - Câmara Municipal de Porto Alegre

27 de Janeiro - 6ª feiraHorário: 14h "Petróleo e conflitos socioambientais no Brasil"Observatório do Pré-Sal e das Indústrias Extrativas no BrasilLocal - UFRGS - Faculdade de Engenharia (nova) Horário: 10h - 17h Visitação Solar Camp Local - Nova Santa Rita


28 de Janeiro - sábadoVisitação Solar CampLocal - Nova Santa Rita



Como chegar no Acampamento Solar.




Nossa cozinha solar esta PRONTA!!!

Voluntários do Greenpeace, vindos de vários cantos do Brasil, participaram aqui no nosso Acampamento Solar em Nova Santa Rita, Rio Grande do Sul, de uma capacitação em técnicas de aproveitamento da energia solar para diversas utilidades. Este curso está sendo ministrado pelo professor Michael Gütz, que tem experiência internacional no assunto, e pela nossa voluntária e arquiteta Vânia Stolze. Como teoria, foram apresentadas as formas de obtenção de energia solar, suas aplicações e exemplos de alguns lugares onde já são utilizadas essas técnicas para cozinhar e produzir eletricidade, e, pode acreditar, realmente funciona.

Muitas das técnicas já são conhecidas desde o século 17 e servem para gerar energia elétrica – que pode carregar aparelhos portáteis e baterias para outros fins, energia térmica – para aquecimento de água e outros e para o preparo de alimentos. A capacitação foi focada nessa última técnica, com a construção da nossa cozinha solar equipada com desidratador para frutas, carnes, pescados, legumes e fungos; Fogão Solar (foto), que funciona com os mesmos princípios do efeito estufa; Parabólicas para cozimento em panelas; bolsa isolante para terminar o aquecimento, entre outros.

Ao final de tudo, os voluntários estavam mais capacitados a levar essas técnicas para seus grupos locais, podendo levar aos nossos Pontos Verdes, fazer oficinas em escolas, universidades, e outros espaços. Contudo, o que mais pode ser aprendido desta experiência é que é possível viver de maneira menos impactante, utilizando materiais simples, reciclados e abundantes na natureza. Com isto, podemos perceber o quão é possível, bastando querer pôr em prática, nos desvencilharmos da nossa matriz energética atual, que está exaurindo os rios, contaminando-nos com radioatividade, poluindo a atmosfera e devastando a vida na Terra. Estamos com a placa e sol na mão, basta sabermos aproveitar!

Mateus Felipe Tavares – voluntário do grupo local de Salvador.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Mão na massa por um mundo melhor.

Com a mão na massa.



Se quisermos mostrar as pessoas que é possível viver de maneira mais equilibrada com o ambiente devemos adotar esses ideais na prática do dia a dia. No final da semana passada começamos a utilizar em nosso acampamento banheiros ecológicos e composteira.
O princípio básico do banheiro seco é a não utilização de água. Para a sua construção foi cavado um buraco no solo onde os resíduos ficam armazenados, a cada descarga de matéria orgânica é despejado um material de natureza básica (pó de serra com cinza) que se encarregara de neutralizar a acides da matéria orgânica, possíveis odores, além de criar um meio desfavorável para os coliformes fecais.
Quando o buraco atingir certo nível a estrutura deve ser trocada de lugar e ocupar um novo buraco, a sugestão é que se plante uma muda de árvore não frutífera no local. Para a construção do banheiro foi utilizada madeira de reuso e na parte estética foi feito um mosaico no chão com piso reaproveitado.
O esterco humano que pode apresentar problema sanitário, já a urina não, por isso foi também construído um mictório ecológico onde a urina é direcionada para o solo provendo nutrientes ao mesmo sem risco de toxicidade.
Outra etapa que já conseguimos concluir foi a construção de uma composteira, onde aproveitamos os resíduos orgânicos proveniente do descarte da cozinha. Foi reservada uma pequena área do terreno onde a matéria orgânica é depositada e por cima uma camada de folhas secas é acrescentada para ajudar a equalizar a relação de carbono e nitrogênio, permitindo também uma maior oxigenação da matéria e mais rápida decomposição formando por fim um composto (adubo natural).
Até breve!


Carolina Marçal dos Santos, 22, Green Reporter para o Fórum Social Temático 2012-Porto Alegre.